8.5.12


Fala que eu te escuto...

Além de consultar os internautas sobre as capas, a outra pesquisa que fizemos foi para desvendar um mistério. Apesar da aprovação maciça da loja virtual, de 2010 para 2011 apenas um quarto das pessoas repetiram a compra.
Nestas horas, bate aquela insegurança: o serviço não tá legal? Será que o livro não agrada mais?
Pedimos pra quem não voltou contar o porquê - assim a gente não tem que ficar pirando na batatinha. Um em cada 4 desistentes responderam, e pudemos entender melhor a coisa.
Descobrimos que 40% das pessoas ou compraram numa loja física ou ganharam uma agenda. A terceira e quarta maiores causas de desistência foram o preço e a necessidade de uma agenda menor. Depois disso - para quase 40% dos entrevistados - vinham razões como não usar mais agenda, estar no exterior, capa desejada esgotada, uso bianual do livro ("bem, se ele é bianual é pra usar 2 anos, certo?"), não lembrei e mais uma porção de histórias interessantes.
Mas quem pergunta, ouve, né? Também havia críticas a erros no pedido, aos textos do livro, ao custo do frete.
É assim, como qualquer papo sincero com alguém que você gosta. Mostra coisas inusitadas do outro. Ajuda a ver onde você tem de melhorar, te faz reconhecer a delícia de ser o que é.

3.5.12


As melhores capas do mundo...

...certamente não estão na próxima edição do Livro da Tribo - mas chegamos perto.
Quase 400 leitores participaram de sucessivas pesquisas (eram tantas alternativas que era impossível apresentá-las todas de uma vez) e a coisa foi se definindo, afunilando, até ficar uma beleza.
A variedade é um atributo natural destas pesquisas. Delas resultam estampas encantadoras pela simplicidade - um desenho infantil, um gatinho - ou sedutoras pela riqueza de detalhes, em um Klimt ou numa colagem floral com textos antigos. E nesta variedade emergem as cores - azuis, amarelos, verdes, púrpuras.
Bem, não temos muito mais a dizer. São 16 ilustrações diferentes. Elas falam por si sós.


 Três capas tradicionais compactas - e uma grande
Duas capas metalizadas




28.11.11

Médicos receitam remédios
de que sabem pouco,
para doenças de que
sabem ainda menos,
a pessoas de quem
não sabem nada.
Voltaire

Poesia e Diabetes

Houve quem estranhasse: porque um livro para diabéticos? Publicamos poemas, máximas e textos com humor e crítica social: o que isso tem a ver com uma condição médica? Seria apenas uma experiência pessoal, um ponto fora de nossa trajetória?
Em parte é, sem dúvida, o reflexo de uma experiência pessoal. Mas existe um alinhamento entre o que propõe o "Meu Manual..." e nossa história editorial.
Antes de mais nada porque não fizemos um livro sobre uma "condição médica". As complicações do diabetes - onde reside o seu perigo real - são acionadas pela associação entre predisposições genéticas e fatores ambientais, entre os quais os hábitos e a atitude mental da pessoa. O que determina quais gatilhos genéticos serão acionados ou não - seja para desenvolver uma habilidade (musical, com números) ou para desenvolver uma cardiopatia - são as nossas escolhas e a forma como encaramos a vida. Trabalhar no que gosta, respeitar seus afetos (e desafetos), preservar a sua ideologia, alimentar-se bem e procurar a beleza não estão geneticamente determinados. Fazem parte das aventuras que escolhemos ou não para nosso cotidiano. Mas têm um impacto determinante no acionamento ou não dos nossos gatilhos genéticos para a saúde e a doença.
E o Livro da Tribo tem uma longa trajetória de reflexão sobre estas escolhas e sobre esta maneira de nos posicionarmos no mundo. A poesia, por exemplo, está em quem lê tanto quanto em quem redigiu o poema. Tornar-se poeta, no entanto, é uma questão de coragem para expor-se, para ousar. A poesia é linda mas tornar-se poeta é uma escolha das difíceis (ou inevitáveis).
Nossa intenção, ao escrever o "Meu Manual..." foi focar nesta dimensão íntima e pessoal de quem tem diabetes ou convive pertinho de quem tem. Lembrar que esta pessoa é mais que paciente, é agente de seu presente e de seu futuro. E marcar uma posição: não é possível ser saudável numa perspectiva negativa e vitimizada. Parte da saúde, portanto, está em esculpir uma vida que valha a pena ser vivida. De uma forma...poética!

9.9.11

Mataram Johni


Um punk foi morto na porta de um show por um grupo nazista. Não foi na Áustria, foi em São Paulo. E essa história não vem de hoje.
Aprendemos a respeitar os punks pela coragem de denunciarem as mazelas da cidade: vimos campanhas antifascistas, feministas (foram grupos punk que começaram com o uso do @ para não discriminar sexo, p.ex. em amig@s), contra a discriminação racial e a violência policial. Você pode não gostar da música deles, mas não há dúvida que eles são a expressão mais sofisticada de ação política progressista na periferia das grandes cidades. Além disso, admiramos também os coletivos punks por não endeusarem seus líderes e por buscarem, na aridez de uma cidade como São Paulo, o afeto e a pertença a uma família ampliada que não reproduza os vícios da família burguesa tradicional, alienada do meio em que vive.
E também tem os skinheads. Parte deles sintoniza-se com os punks nos ideais libertários - já estivemos em manifestações em que skinheads anarquistas protegiam a passeata. Infelizmente, tornaram-se mais conhecidos pela sua facção fascista, marcada pela violência e por uma plataforma de direita radical que é o oposto dos punks: agridem pessoas pela cor, por serem nordestinos, têm horror aos homossexuais e as mulheres, bem, as mulheres nunca deveriam ser mais que mães pra eles.
Há uma guerra nem tão surda assim entre punks e skins. Você pode acompanhá-la nos jornais, mas nós a vivemos dentro de casa. A Tribo nunca foi neutra em relação ao território que ocupava. Na década de 90, quando tínhamos uma sede perto do metrô Santa Cruz, em São Paulo, convivemos com vários grupos punks e convidamos um dos coletivos para trabalhar conosco em acabamento gráfico. Foi o que bastou: um grupo de skinheads do bairro considerou a presença dos punks uma provocação e invadiu a nossa sede, pistola em punho, barras de ferro na mão, procurando-os. A reação do pessoal do acabamento - um grupo de mulheres corajosas e difíceis de intimidar - afastou-os. Mas passamos algumas semanas de sobreaviso, vendo-os rondar a área.
Fizemos, então, algo que nos vinte anos da Tribo nunca aconteceu de novo: chamamos a polícia. Identificados, eles se afastaram.
A grande mídia vai sempre apresentar a todos como desordeiros. Punks, carecas, todos iguais: uma unidade feita da insignificância que os atores sociais têm para quem considera notícia a vida privada do Luciano Huck.
Mas esta Tribo sabe: punks e carecas não são a mesma coisa.

5.9.11

QUANDO ENTRAR SETEMBRO (E A BOA NOVA ANDAR NOS CAMPOS...)


A gente aqui na Tribo trabalha por ciclos bem definidos - ou safras, como costumamos chamar. Já escrevemos neste blog sobre a época de leitura dos poemas, um destes momentos marcantes do ano. Saibam, no entanto, que nada se compara a setembro.

Durante 8 meses, todo ano, preparamos a nova edição do livro. Selecionando textos, ilustrando, contatando os autores, ouvindo os leitores para definir as capas. Durante este processo temos apenas vislumbres do que será o resultado final. Vemos uma capa, um texto, mas não o objeto em si. Não aquele cheirinho de livro recém impresso emanando das páginas, a textura nas mãos e o peso em nosso colo. Isto até setembro.

 O conjunto de capas da LES (metalizada) compacta: saindo do forno
 
Em setembro, tudo converge. É em setembro também que os maiores pepinos acontecem: uma ocasião, o caminhão com as capas, vindas do Rio de Janeiro, foi roubado - também trazia medicamentos - com tudo dentro. Após uma rápida avaliação, concluímos que só nos restava o pânico, pois as capas levam meses para ser preparadas, alguns modelos sendo pintados capa a capa. Após uma semana, recebemos o telefonema de um sitiante residente à beira da Rio-São Paulo (nesta época, nosso fone constava da contracapa - não fosse isso ele jamais teria nos localizado). Dizia que viu um caminhão encostar e uns homens jogarem umas caixas na beira da estrada. Curioso, ele foi ver o que era e salvou nossas vidas.

Setembro é assim, um parto. Um arrepio na espinha, um susto e um deslumbramento. 

31.8.11

Pessoas com diabetes - A Tribo

Capa do Meu manual de vida integral com diabetes


Este ano estamos lançando um livro - o Meu Manual de Vida Integral com Diabetes - especialmente para quem vive esta condição ou cuida de alguém com diabetes.
Quem acompanha a Tribo há algum tempo sabe que sempre tivemos um interesse especial nas abordagens de alimentação e saúde que fossem menos compartimentadas e buscassem uma abordagem holística. O que pouca gente sabe é que nós, organizadores do Livro da Tribo - Décio de Mello e Regina Garbellini - temos uma intensa (e longa) convivência com o diabetes.

 Página interna do "Meu Manual..."

    Pois bem: resolvemos, encorajados por amigos e médicos conhecidos, colocar toda esta vivência na forma de um manual que, ao contrário dos livros convencionais sobre o tema, parte da experiência do leitor para ser escrito. Explicamos: o livro dispõe de muita informação prática sobre o dia a dia do diabetes, mas tem uma parte dedicada aos registros do próprio leitor. Estes espaços para anotação, que vão desde resultados de exames até emoções sentidas no diagnóstico, partem do princípio que o diabetes é algo extremamente individual, pois depende dos hábitos e do metabolismo de cada pessoa. O objetivo destes registros objetivos e subjetivos é levar o leitor a refletir sobre como são, para ele, os principais temas relacionados ao diabetes: alimentação, atividade física, autopercepção, humor. Ao final do livro, esperamos, o leitor terá uma visão geral da sua maneira particular - de sua estratégia - para conviver com o diabetes.
O livro inclui uma extensa parte sobre o cuidado com crianças diabéticas, uma área em que a literatura disponível em português é bem escassa.
Aproveitamos para expressar nossas opiniões sobre temas como o papel da indústria farmacêutica e a - às vezes - difícil relação com os médicos. Um livro editado pela Tribo, sob o ponto de vista da pessoa com diabetes, não poderia deixar de abordar estas questões.

26.10.10

A primeira votação a gente nunca esquece

     Saiu o primeiro resultado da escolha do Texto da Semana através da participação do internauta, por votação direta na abertura do site. O poema de Kamila venceu, e já está publicado na abertura (http://www.livrodatribo.com.br/).
     Nós gostamos muito dos 6 textos que foram a votação - não tem como o resultado final nos desagradar. Kamila teve quase a metade da votação e, curiosamente, os outros 5 textos tiveram um resultado bem equilibrado entre si, com no máximo 40% de variação entre o mais e o menos votado.
     Fazemos nossa menção honrosa à segunda colocada, Líria Porto, com o poema Plenitude. Não ganhou, mas tocou muita gente.
A poesia na página: decifre-a ou não se deleite

2.6.10

O Ano Em Que Tudo Mudou

Para nós foi 1993 - um aninho pífio no geral, mas muito especial pra Tribo. Entre outras coisas, porque saímos do formato pequeno para o grande, porque nos espalhamos como vírus pelo país, porque - enfim - encaramos definitivamente a Editora como um projeto político e de trabalho.

Capas da quarta edição: maior e melhor.

Tudo isso está lá no histórico visual do Livro da Tribo, com muitas imagens pra vocês verem como era a arte e o texto nesta época. 

26.5.10

Bem-vindos a 1992

Postamos agorinha o segundo capítulo do nosso Lost, ou a verdadeira história visual de como viemos dar aqui (esperamos que com um pouco mais de consistência que a série televisiva, o que também não é difícil). Você pode conferir clicando aqui.
Estas últimas semanas estão assim, um pouco retrô, por aqui. Já estamos lendo as milhares de contribuições que nos foram enviadas, mas também estamos editando esta história visual e andamos revirando nossos baús, de onde tiramos exemplares antigos de edições que nem sonhávamos que existissem mais. Então ficou tudo assim: poesia, saudades e história. Bacana, né?


O governo Itamar e sua grande questão: monarquia ou presidencialismo?

12.5.10

Desde pequenininhos...

A capa da primeira edição

Colocamos no ar, esta semana, uma História Visual do Livro da Tribo. O projeto vai mostrar, ano a ano, a evolução no uso de cores, imagens e textos do livro.
A primeira edição, uma raridade, já está lá. Nos próximos meses vamos adendar as 19 edições restantes, contando um pouco dos bastidores do que foram estas duas décadas de trato com a poesia e a arte gráfica.

16.4.10

O que há de novo no Livro da Tribo 2011/2012

Concluímos a pesquisa com os internautas de estampas e modelos para a próxima edição. As novidades:
* vamos ter o Livro da Tribo nos dois tamanhos. O de bolsa, igual ao produzido este ano, com elástico prendendo a capa no modelo tradicional e metalizado. E atendendo a pedidos,  o formato antigo (14X21 cms), com mais páginas e (sim!) com a bolsa plástica para colocar papéis no começo e (pois é!) o índice telefônico no formato antigo ao final;
* serão incluídas capas em tecido que não usam a técnica decoupage. As novas técnicas são o tai-dai e o marmorizado (veja abaixo)


Capa tai-dai no tamanho antigo (maior)

A marmorizada no formato bolsa

* as LEE (modelo tradicional) terão novidades em seu acabamento. Algumas passam a ser foscas com uma área da estampa brilhante, outras terão uma textura sutil sobre partes do desenho. Achamos que ficarão bem originais - e lindas!
Obrigado a todos que nos ajudaram a definir estas estampas respondendo às pesquisas.

Alea jacta est. Ou, como dizíamos, "a jaca está lançada".

24.3.10

Ajude uma pobre capa...

Saíram os primeiros resultados da pesquisa de capas feita via internet. Os resultados são sempre uma surpresa para nós – embora a gente goste de todas, tem sempre algumas lindas que ficam para trás na lista da preferência das leitoras.

Esta pobre capa, por exemplo, teve míseros 17 votinhos



Já a campeã, veja só, faturou 58 votos

Então ajude-nos a tirar esta dúvida: será que o tamanho pequeno das imagens atrapalha as capas mais delicadas? Comente abaixo se você prefere a nossa sutil capa indiana com reflexos dourados (estas manchas pretas que aparecem na imagem) ou se você, tudo bem, vá lá, gostou mais realmente das singelas borboletas com fundo amarelo...

23.2.10

O QUE DIZ O LEITOR...

Para quantificar o que o leitor pensa das mudanças no Livro da Tribo, fizemos uma pesquisa respondida por 180 pessoas – 90 que compraram na loja virtual e 90 que constavam de nosso cadastro. Um sinal de consistência foi que os percentuais de respostas não variaram muito entre as duas pesquisas.
As respostas mais significativas foram:
- 60% das pessoas acharam o novo formato bom ou ótimo. Outras 21% acharam médio. Ruim (12%) e péssimo (7%) foram escolhas de 19% dos consultados.
- 30% das pessoas prefere o livro no formato antigo, e outros 30%, no novo (menor). 40% dos leitores gostariam de ver os dois formatos.
- metade dos leitores sentiu muita falta da área para telefones. Um quarto sentiu falta mas achou melhor o livro mais leve, e um quarto não sentiu falta alguma.
- quanto aos sábados e domingos juntos, 70% das pessoas não considerou a mudança ruim (metade delas sentiu falta mas gostou do livro com menos páginas, a outra metade acho melhor assim).

Daí, como a voz do leitor não é a voz de Deus – mas quase – a Tribo decidiu, para esta edição de 2010:
• vamos fazer os dois formatos, grande e pequeno. O grande será como sempre foi, com a bolsa plástica, o índice telefônico, sábados e domingos separados, etc.
• no formato pequeno, vamos incluir um índice telefônico reduzido. Várias pessoas indicaram que era importante este espaço, mesmo que menor.
• como já foi postado aqui, a separação dos sábados e domingos levaria a espiral a aumentar de tamanho, comprometendo a portabilidade do LT menor. Então esta vamos ficar devendo.

Bom, este é o plano. Agora vamos fazer contas, vamos ver se dá, faremos os testes de produção – será que o livro menor fica folheável com mais páginas? – e logo mais partimos para a pesquisa de estampas de capa.
Em resumo, 2010 está em curso. Nosso obrigadão a todo mundo que ajudou a definir este norte.

9.2.10

Um alerta e uma pergunta

Intrigantes e controversas, as teorias de James Lovelock são um alerta importante pra nossa civilização. Neste texto escrito pela jornalista Amália Safatle, o cientista alerta para a forma atenuante com que estamos lidando com o problema das mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global. Fica uma questão exposta pela jornalista: será mesmo necessário utilizarmos a energia nuclear? E, cá entre nós, voltamos à constatação mais do que óbvia: sem questionar e reverter os níveis de consumo da sociedade atual, as energias renováveis talvez não dêem conta mesmo. Ou seja, não temos saída: temos que repensar se necessitamos consumir tanto - um assunto que Lovelock pouco aborda.

8.2.10

cosméticos "verdes"

O maior órgão de nosso corpo é a pele, e o que nela passamos é absorvido tal qual o que ingerimos pela boca. Sônia Hirsch, psicóloga e escritora com um trabalho incrível na área da alimentação, diz que só devemos passar na pele o que podemos comer. Foi ela que me apresentou um blog muito interessante que trata, entre outros temas, deste assunto: o "MENINA DO DEDO VERDE". Sem modismos com relação aos chamados "cosméticos naturais" ela tem informações sérias sobre isso e muito mais.
E não deixe de dar uma olhada no blog da Sônia: candidíases e outras cositas más, com muita informação importante e um jeito de escrever que é uma delícia!

5.2.10

Dica do Gaston

Reproduzo abaixo mail do Gaston com um link muito legal.

Picasso é, para mim, o maior gênio da pintura. O primeiro e único até hoje que entendeu a arte de pintar, de criar e não apenas reproduzir. Picasso não copia: cria, interpreta, usando seus pincéis.



Sua influência é devastadora. Todos os que pintam hoje sonham em não imitá-lo.


Un adendo histórico: Picasso pintou o horror à guera e à desiguldade que o autoristarismo impõe. O mundo inteiro deu as costas aos republicanos que lutavam a favor de um governo legítimo. Picasso nunca deu o nome de Guernica a sua obra; ele generalizou o masacre que vivemos. A Espanha monárquica já estaba "fora" de Europa e o franquismo a afundou por muitos anos mais.


Para mim Guernica provoca indignação, pois não foram só cavalos e touros os despedaçados: foram Lorca, Hernández, Picasso, Machado y muchos más.

Redescubra Guernica tridimensionalmente clicando aqui.

A ASSINATURA ESTÁ NO AR!

Trabalhamos muito, mas compensou: já se pode adquirir no site a assinatura anual. Não vou detalhar aqui as vantagens e as coisas bacanas, porque está tudo lá: aqui você tem uma amostra de como fica um computador com a área de trabalho personalizada; e aqui você obtém mais informações sobre tudo o mais que a assinatura dá direito.


Agora as pessoas que já fizeram compras na loja virtual (e que ortanto já têm login e senha registrados) podem, depois de preencher o cadastro, prosseguir diretamente para a loja onde se faz o pagamento

Agora, uma informação de bastidores: houve uma grande discussão sobre o preço da assinatura, e os R$ 14,90 resultantes foram uma decisão ousada. Com os 15% de desconto que a assinatura dá na loja virtual, quem compra uma bolsa grande recebe um desconto de 19,87. Ou seja, leva a assinatura de graça...

Além disso, se você pretende comprar o Livro da Tribo ano que vem, ser assinante significa um desconto de 4,40 na compra de uma agenda modelo LDC, pois o período de validade dela é de 12 meses – você teria até fevereiro de 2011 para comprar com desconto na loja virtual.

Ou seja: como eles dizem aqui no interiror de SP, é “uma boiada”...

1.2.10

Por Partes... Parte II

Martha, amiga: já expliquei aqui porque o Livro da Tribo tinha que ser menor. Mas faltou falar sobre o índice telefônico e os sábados/domingos.


Como eu dizia naquele post, as pessoas queriam uma espiral menor (e que não quebrasse!) e queriam um livro mais leve e portátil. Para ser mais leve mesmo, precisávamos diminuir a quantidade de páginas. Já pensou o enrosco? O formato agenda impõe a quantidade de páginas, né? Uma pra cada dia...

Além do mais, para o novo espiral de metal (melhor que o antigo, de plástico) não ficar maior que a espessura do livro (viu como está alinhadinho?), não podíamos passar de 350 páginas. Mais que isso e a folheabilidade* ficava comprometida.

Testamos tudo. Primeiro tiramos parte da entrada em couché , ai, que dó. Não era suficiente. No final, concluímos que o que dava pra tirar sem descaracterizar o LT eram os mencionados telefones e sábados/domingos.

De qqr forma, nós na Tribo conversamos muito nos últimos dias sobre estas mudanças. Vamos fazer uma pesquisa com vocês leitores pra saber em que proporção as mudanças incomodaram ou agradaram – e quais, isto vai nos dar norte. Era preciso mudar pra depois assistir a este filme.



Não vamos definir nossa ideologia ou nosso gosto literário (em suma, o conteúdo do LT) através de pesquisa. Mas o formato é uma questão de conveniência, certo?


Do amigo,

Faxineiro


*se é que isto existe

23.1.10

Vá e veja

...é o titulo de um filme arretado sobre a II Grande Guerra. E o link abaixo é um depoimento cristalino sobre o que a guerra sempre é.
Faxineiro, era pra postar o que a gente encontrou de bacana na net, era não?

http://www.youtube.com/watch?v=SGsXRTZlGxs&feature=player_embedded

22.1.10

Por partes...

Martha, querida,

Entendo a sua indignação. Imaginamos que algumas pessoas iam curtir as mudanças mais que outras, mas não sabíamos que ia ter gente injuriada. Foram poucas as mensagens como a sua, na linha "como vcs puderam fazer isso?!", mas você não está sozinha.
Vou começar pelo começo. Há anos o Thomas, um cara loiro e grande que vende a agenda e diz que sou eu nos bares de sampa, vem pedindo um Livro da Tribo (LT) menor. Eu e Regina sempre fomos contra: primeiro porque fazer um trabalho visual decente com ilustrações e texto em tamanho reduzido não é fácil. Segundo porque acreditávamos mesmo que a maioria dos leitores prefere o tamanho clássico dos livros, que a agenda tinha até ano passado. Resistimos o quanto deu, até que surgiu a oportunidade de fazermos uma pesquisa pela web com 800 leitore(a)s do LT. Uma das perguntas era: o que vc mudaria na agenda?
Primeiro apareceram os incômodos: a espiral era grande demais. O LT era pesado demais. O formato era incômodo pra quem queria carregar na bolsa. E o golpe de misericórdia, a quantificação da coisa: 70% dos leitores queria um LT menor, mais "portátil".
Acho que já respondi à tua primeira pergunta: não, não achamos que quem nos lê escreve pouco - na verdade, descobrimos que em sua maioria são pessoas que, por qqr razão, querem carregar o LT consigo.
Vou parando por aqui. Sobre o índice telefônico e os sábados/domingos eu esclareço em um próximo post, senão isso aqui vai virar uma novela.
Beijos,
Faxineiro

21.1.10

O QUE VCS FIZERAM COM A AGENDA?


Faxineiro, meu querido,
Nos conhecemos faz tempo. Privamos deste espaço delicioso, compartilhamos momentos saborosos com nossos companheiros de texto. Mas agora vou me permitir ser indelicada: vocês da Tribo estão loucos? Como fizeram isso com o nosso querido companheiro de viagem? Primeiro, encolheram o tamanho, que já não era enorme. Depois, removeram o espaço para telefones (imagina, uma agenda sem telefones!). E, para liquidar, juntaram o sábado e o domingo em um só espaço. Ah, tenha dó!
Então concluo que os distintos editores acham que nós leitores a) escrevemos pouco e não precisamos de espaço, b) não conhecemos ninguém e não precisamos anotar seus telefones e c) confinamos nossa vida aos dias úteis.
Aguardo os seus esclarecimentos.
Da amiga (indignada),
Martha

A ASSINATURA SUBIU NO TELHADO...(mas já volta)

            Credo, tudo aqui sobe no telhado... A assinatura do site, que deveria ter começado a funcionar no começo de dezembro, deu creca de novo. Ficaram lindas as imagens de fundo pro desktop; o programa que as troca a intervalos regulares também tá redondinho. Tudo junto, permitem que a cada dia (ou hora, se vc quiser) o papel de parede de seu computador mude com uma imagem e texto, como uma página do Livro da Tribo.
            Mas a zica é brava. A assinatura, que é paga, implica em um cadastro e uma senha, certo? Mas e a galera que já comprou na loja virtual, que já tem senha e cadastro? Deveriam colocar o login e senha e comprar, certo? Errado.
            Se você, que já comprou algo na lj virtual, tentar comprar a assinatura, iria receber uma mensagem dizendo que “o seu cadastro já existe”. E pronto, acabou, não teria como continuar. Ô, porre. É duro não ser programador...
            Estamos (quer dizer, a galera contratada pra fazer o babado) corrigindo esta. Ia ser o fim do mundo impedir que justamente quem já comprou através do site tenha acesso à assinatura, né? A previsão agora é pra esta sexta, dia 22. Mas Alá sabe que o maravilhoso mundo da informática tem os seus desígnios...

O TRIBOBLOG ESTÁ DE VOLTA!


          Se você nem sabia que ele existiu, um breve histórico: o Triboblog surgiu a partir de um grupo de amigos, alguns dos quais leitores da Tribo, que já trocavam posts entre si. Como os temas abordados por eles interessavam a todos da Editora, incorporamos um moderador (o Faxineiro, Décio) e entramos na blogosfera.
            Este modesto veículo (?) teve uma vida conturbada. Apesar de lindos textos e reflexões maneiras sobre o cotidiano, a discussão dos participantes em torno da contraposição entre o governo Lula e o de FHC acabou melando um pouco a relação entre eles. Nada que você não vá encontrar na blogosfera hoje: o velho FlaXFlu entre PSDB e PT. Por esta e por outras esta discussão – incluindo a próxima rodada do pastelão, Dilma versus Serra – tá banida deste blog. Vamos falar de Brasil sim, mas aqui não é palco pra defesa de plataformas eleitorais.
            Desde 2008 temos sentido muita falta de um canal de troca com os leitores que nos permita falar (e ouvir) diretamente sobre os problemas, ideias e iniciativas da Tribo. Então o Triboblog mudou nisso: nosso foco agora são os bastidores, caminhos, dúvidas do processo de feitura do Livro da Tribo. Material não falta: a mudança do site, o novo formato, as pessoas que adoraram e odiaram as novidades... Como isso aqui não é blog corporativo, tudo o que os toca e emociona também vai ao ar. Vamos postar links, textos, imagens, tudo o que a gente acha que vale um tempo pra conhecer. Nossos antigos colaboradores ainda são parceiros importantes, mas este blog passa a ser centrado nesta aventura específica: o caminho da Tribo até os leitores, incluindo aí nossas frustrações, alegrias e descobertas.

            Entre, aproveite e opine. Estamos aqui pra isso.

Faxineiro, pela Tribo

5.5.06

Enchente

Há dias em que inundo. Molho tudo. Por fora. Por dentro.
Molho o jeans, a cadeira que estou sentada, molho os livros daquela estante.
Simplesmente inundo.
Fico cercada de água, por todos os lados.
Notem bem: aridez me cansa.
Gosto de água.
Gosto é de andar por aí, inundada.