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3.5.12


As melhores capas do mundo...

...certamente não estão na próxima edição do Livro da Tribo - mas chegamos perto.
Quase 400 leitores participaram de sucessivas pesquisas (eram tantas alternativas que era impossível apresentá-las todas de uma vez) e a coisa foi se definindo, afunilando, até ficar uma beleza.
A variedade é um atributo natural destas pesquisas. Delas resultam estampas encantadoras pela simplicidade - um desenho infantil, um gatinho - ou sedutoras pela riqueza de detalhes, em um Klimt ou numa colagem floral com textos antigos. E nesta variedade emergem as cores - azuis, amarelos, verdes, púrpuras.
Bem, não temos muito mais a dizer. São 16 ilustrações diferentes. Elas falam por si sós.


 Três capas tradicionais compactas - e uma grande
Duas capas metalizadas




5.9.11

QUANDO ENTRAR SETEMBRO (E A BOA NOVA ANDAR NOS CAMPOS...)


A gente aqui na Tribo trabalha por ciclos bem definidos - ou safras, como costumamos chamar. Já escrevemos neste blog sobre a época de leitura dos poemas, um destes momentos marcantes do ano. Saibam, no entanto, que nada se compara a setembro.

Durante 8 meses, todo ano, preparamos a nova edição do livro. Selecionando textos, ilustrando, contatando os autores, ouvindo os leitores para definir as capas. Durante este processo temos apenas vislumbres do que será o resultado final. Vemos uma capa, um texto, mas não o objeto em si. Não aquele cheirinho de livro recém impresso emanando das páginas, a textura nas mãos e o peso em nosso colo. Isto até setembro.

 O conjunto de capas da LES (metalizada) compacta: saindo do forno
 
Em setembro, tudo converge. É em setembro também que os maiores pepinos acontecem: uma ocasião, o caminhão com as capas, vindas do Rio de Janeiro, foi roubado - também trazia medicamentos - com tudo dentro. Após uma rápida avaliação, concluímos que só nos restava o pânico, pois as capas levam meses para ser preparadas, alguns modelos sendo pintados capa a capa. Após uma semana, recebemos o telefonema de um sitiante residente à beira da Rio-São Paulo (nesta época, nosso fone constava da contracapa - não fosse isso ele jamais teria nos localizado). Dizia que viu um caminhão encostar e uns homens jogarem umas caixas na beira da estrada. Curioso, ele foi ver o que era e salvou nossas vidas.

Setembro é assim, um parto. Um arrepio na espinha, um susto e um deslumbramento. 

24.3.10

Ajude uma pobre capa...

Saíram os primeiros resultados da pesquisa de capas feita via internet. Os resultados são sempre uma surpresa para nós – embora a gente goste de todas, tem sempre algumas lindas que ficam para trás na lista da preferência das leitoras.

Esta pobre capa, por exemplo, teve míseros 17 votinhos



Já a campeã, veja só, faturou 58 votos

Então ajude-nos a tirar esta dúvida: será que o tamanho pequeno das imagens atrapalha as capas mais delicadas? Comente abaixo se você prefere a nossa sutil capa indiana com reflexos dourados (estas manchas pretas que aparecem na imagem) ou se você, tudo bem, vá lá, gostou mais realmente das singelas borboletas com fundo amarelo...

23.2.10

O QUE DIZ O LEITOR...

Para quantificar o que o leitor pensa das mudanças no Livro da Tribo, fizemos uma pesquisa respondida por 180 pessoas – 90 que compraram na loja virtual e 90 que constavam de nosso cadastro. Um sinal de consistência foi que os percentuais de respostas não variaram muito entre as duas pesquisas.
As respostas mais significativas foram:
- 60% das pessoas acharam o novo formato bom ou ótimo. Outras 21% acharam médio. Ruim (12%) e péssimo (7%) foram escolhas de 19% dos consultados.
- 30% das pessoas prefere o livro no formato antigo, e outros 30%, no novo (menor). 40% dos leitores gostariam de ver os dois formatos.
- metade dos leitores sentiu muita falta da área para telefones. Um quarto sentiu falta mas achou melhor o livro mais leve, e um quarto não sentiu falta alguma.
- quanto aos sábados e domingos juntos, 70% das pessoas não considerou a mudança ruim (metade delas sentiu falta mas gostou do livro com menos páginas, a outra metade acho melhor assim).

Daí, como a voz do leitor não é a voz de Deus – mas quase – a Tribo decidiu, para esta edição de 2010:
• vamos fazer os dois formatos, grande e pequeno. O grande será como sempre foi, com a bolsa plástica, o índice telefônico, sábados e domingos separados, etc.
• no formato pequeno, vamos incluir um índice telefônico reduzido. Várias pessoas indicaram que era importante este espaço, mesmo que menor.
• como já foi postado aqui, a separação dos sábados e domingos levaria a espiral a aumentar de tamanho, comprometendo a portabilidade do LT menor. Então esta vamos ficar devendo.

Bom, este é o plano. Agora vamos fazer contas, vamos ver se dá, faremos os testes de produção – será que o livro menor fica folheável com mais páginas? – e logo mais partimos para a pesquisa de estampas de capa.
Em resumo, 2010 está em curso. Nosso obrigadão a todo mundo que ajudou a definir este norte.

1.2.10

Por Partes... Parte II

Martha, amiga: já expliquei aqui porque o Livro da Tribo tinha que ser menor. Mas faltou falar sobre o índice telefônico e os sábados/domingos.


Como eu dizia naquele post, as pessoas queriam uma espiral menor (e que não quebrasse!) e queriam um livro mais leve e portátil. Para ser mais leve mesmo, precisávamos diminuir a quantidade de páginas. Já pensou o enrosco? O formato agenda impõe a quantidade de páginas, né? Uma pra cada dia...

Além do mais, para o novo espiral de metal (melhor que o antigo, de plástico) não ficar maior que a espessura do livro (viu como está alinhadinho?), não podíamos passar de 350 páginas. Mais que isso e a folheabilidade* ficava comprometida.

Testamos tudo. Primeiro tiramos parte da entrada em couché , ai, que dó. Não era suficiente. No final, concluímos que o que dava pra tirar sem descaracterizar o LT eram os mencionados telefones e sábados/domingos.

De qqr forma, nós na Tribo conversamos muito nos últimos dias sobre estas mudanças. Vamos fazer uma pesquisa com vocês leitores pra saber em que proporção as mudanças incomodaram ou agradaram – e quais, isto vai nos dar norte. Era preciso mudar pra depois assistir a este filme.



Não vamos definir nossa ideologia ou nosso gosto literário (em suma, o conteúdo do LT) através de pesquisa. Mas o formato é uma questão de conveniência, certo?


Do amigo,

Faxineiro


*se é que isto existe

22.1.10

Por partes...

Martha, querida,

Entendo a sua indignação. Imaginamos que algumas pessoas iam curtir as mudanças mais que outras, mas não sabíamos que ia ter gente injuriada. Foram poucas as mensagens como a sua, na linha "como vcs puderam fazer isso?!", mas você não está sozinha.
Vou começar pelo começo. Há anos o Thomas, um cara loiro e grande que vende a agenda e diz que sou eu nos bares de sampa, vem pedindo um Livro da Tribo (LT) menor. Eu e Regina sempre fomos contra: primeiro porque fazer um trabalho visual decente com ilustrações e texto em tamanho reduzido não é fácil. Segundo porque acreditávamos mesmo que a maioria dos leitores prefere o tamanho clássico dos livros, que a agenda tinha até ano passado. Resistimos o quanto deu, até que surgiu a oportunidade de fazermos uma pesquisa pela web com 800 leitore(a)s do LT. Uma das perguntas era: o que vc mudaria na agenda?
Primeiro apareceram os incômodos: a espiral era grande demais. O LT era pesado demais. O formato era incômodo pra quem queria carregar na bolsa. E o golpe de misericórdia, a quantificação da coisa: 70% dos leitores queria um LT menor, mais "portátil".
Acho que já respondi à tua primeira pergunta: não, não achamos que quem nos lê escreve pouco - na verdade, descobrimos que em sua maioria são pessoas que, por qqr razão, querem carregar o LT consigo.
Vou parando por aqui. Sobre o índice telefônico e os sábados/domingos eu esclareço em um próximo post, senão isso aqui vai virar uma novela.
Beijos,
Faxineiro

21.1.10

O QUE VCS FIZERAM COM A AGENDA?


Faxineiro, meu querido,
Nos conhecemos faz tempo. Privamos deste espaço delicioso, compartilhamos momentos saborosos com nossos companheiros de texto. Mas agora vou me permitir ser indelicada: vocês da Tribo estão loucos? Como fizeram isso com o nosso querido companheiro de viagem? Primeiro, encolheram o tamanho, que já não era enorme. Depois, removeram o espaço para telefones (imagina, uma agenda sem telefones!). E, para liquidar, juntaram o sábado e o domingo em um só espaço. Ah, tenha dó!
Então concluo que os distintos editores acham que nós leitores a) escrevemos pouco e não precisamos de espaço, b) não conhecemos ninguém e não precisamos anotar seus telefones e c) confinamos nossa vida aos dias úteis.
Aguardo os seus esclarecimentos.
Da amiga (indignada),
Martha