23.1.10

Vá e veja

...é o titulo de um filme arretado sobre a II Grande Guerra. E o link abaixo é um depoimento cristalino sobre o que a guerra sempre é.
Faxineiro, era pra postar o que a gente encontrou de bacana na net, era não?

http://www.youtube.com/watch?v=SGsXRTZlGxs&feature=player_embedded

22.1.10

Por partes...

Martha, querida,

Entendo a sua indignação. Imaginamos que algumas pessoas iam curtir as mudanças mais que outras, mas não sabíamos que ia ter gente injuriada. Foram poucas as mensagens como a sua, na linha "como vcs puderam fazer isso?!", mas você não está sozinha.
Vou começar pelo começo. Há anos o Thomas, um cara loiro e grande que vende a agenda e diz que sou eu nos bares de sampa, vem pedindo um Livro da Tribo (LT) menor. Eu e Regina sempre fomos contra: primeiro porque fazer um trabalho visual decente com ilustrações e texto em tamanho reduzido não é fácil. Segundo porque acreditávamos mesmo que a maioria dos leitores prefere o tamanho clássico dos livros, que a agenda tinha até ano passado. Resistimos o quanto deu, até que surgiu a oportunidade de fazermos uma pesquisa pela web com 800 leitore(a)s do LT. Uma das perguntas era: o que vc mudaria na agenda?
Primeiro apareceram os incômodos: a espiral era grande demais. O LT era pesado demais. O formato era incômodo pra quem queria carregar na bolsa. E o golpe de misericórdia, a quantificação da coisa: 70% dos leitores queria um LT menor, mais "portátil".
Acho que já respondi à tua primeira pergunta: não, não achamos que quem nos lê escreve pouco - na verdade, descobrimos que em sua maioria são pessoas que, por qqr razão, querem carregar o LT consigo.
Vou parando por aqui. Sobre o índice telefônico e os sábados/domingos eu esclareço em um próximo post, senão isso aqui vai virar uma novela.
Beijos,
Faxineiro

21.1.10

O QUE VCS FIZERAM COM A AGENDA?


Faxineiro, meu querido,
Nos conhecemos faz tempo. Privamos deste espaço delicioso, compartilhamos momentos saborosos com nossos companheiros de texto. Mas agora vou me permitir ser indelicada: vocês da Tribo estão loucos? Como fizeram isso com o nosso querido companheiro de viagem? Primeiro, encolheram o tamanho, que já não era enorme. Depois, removeram o espaço para telefones (imagina, uma agenda sem telefones!). E, para liquidar, juntaram o sábado e o domingo em um só espaço. Ah, tenha dó!
Então concluo que os distintos editores acham que nós leitores a) escrevemos pouco e não precisamos de espaço, b) não conhecemos ninguém e não precisamos anotar seus telefones e c) confinamos nossa vida aos dias úteis.
Aguardo os seus esclarecimentos.
Da amiga (indignada),
Martha

A ASSINATURA SUBIU NO TELHADO...(mas já volta)

            Credo, tudo aqui sobe no telhado... A assinatura do site, que deveria ter começado a funcionar no começo de dezembro, deu creca de novo. Ficaram lindas as imagens de fundo pro desktop; o programa que as troca a intervalos regulares também tá redondinho. Tudo junto, permitem que a cada dia (ou hora, se vc quiser) o papel de parede de seu computador mude com uma imagem e texto, como uma página do Livro da Tribo.
            Mas a zica é brava. A assinatura, que é paga, implica em um cadastro e uma senha, certo? Mas e a galera que já comprou na loja virtual, que já tem senha e cadastro? Deveriam colocar o login e senha e comprar, certo? Errado.
            Se você, que já comprou algo na lj virtual, tentar comprar a assinatura, iria receber uma mensagem dizendo que “o seu cadastro já existe”. E pronto, acabou, não teria como continuar. Ô, porre. É duro não ser programador...
            Estamos (quer dizer, a galera contratada pra fazer o babado) corrigindo esta. Ia ser o fim do mundo impedir que justamente quem já comprou através do site tenha acesso à assinatura, né? A previsão agora é pra esta sexta, dia 22. Mas Alá sabe que o maravilhoso mundo da informática tem os seus desígnios...

O TRIBOBLOG ESTÁ DE VOLTA!


          Se você nem sabia que ele existiu, um breve histórico: o Triboblog surgiu a partir de um grupo de amigos, alguns dos quais leitores da Tribo, que já trocavam posts entre si. Como os temas abordados por eles interessavam a todos da Editora, incorporamos um moderador (o Faxineiro, Décio) e entramos na blogosfera.
            Este modesto veículo (?) teve uma vida conturbada. Apesar de lindos textos e reflexões maneiras sobre o cotidiano, a discussão dos participantes em torno da contraposição entre o governo Lula e o de FHC acabou melando um pouco a relação entre eles. Nada que você não vá encontrar na blogosfera hoje: o velho FlaXFlu entre PSDB e PT. Por esta e por outras esta discussão – incluindo a próxima rodada do pastelão, Dilma versus Serra – tá banida deste blog. Vamos falar de Brasil sim, mas aqui não é palco pra defesa de plataformas eleitorais.
            Desde 2008 temos sentido muita falta de um canal de troca com os leitores que nos permita falar (e ouvir) diretamente sobre os problemas, ideias e iniciativas da Tribo. Então o Triboblog mudou nisso: nosso foco agora são os bastidores, caminhos, dúvidas do processo de feitura do Livro da Tribo. Material não falta: a mudança do site, o novo formato, as pessoas que adoraram e odiaram as novidades... Como isso aqui não é blog corporativo, tudo o que os toca e emociona também vai ao ar. Vamos postar links, textos, imagens, tudo o que a gente acha que vale um tempo pra conhecer. Nossos antigos colaboradores ainda são parceiros importantes, mas este blog passa a ser centrado nesta aventura específica: o caminho da Tribo até os leitores, incluindo aí nossas frustrações, alegrias e descobertas.

            Entre, aproveite e opine. Estamos aqui pra isso.

Faxineiro, pela Tribo

9.12.05

Meninas, parem! (Raquel, continue!)

Eu não entro neste bate boca,
e pra mim a beleza continua por toda parte.
É ter olhos e alma pra vê-la.
Aqui em frente tem um parquinho,
e Julinho – 3 anos –
continua descobrindo o mundo.
Nem aí pra crise.
Eu também.
É isso.
Beleza, só pra quem veste olhos (e, pra música, ouvidos) de criança.
Fred

Retomando

É sempre um prazer ler a Raquel. Quando perguntei ao faxineiro quem era, ele me respondeu que é a campeã dos textos da Tribo: ninguém recebe mais comentários do que ela.

Já Martha muda de assunto, mas não deixa de aperrear. Eu não sou cega, vejo tudo direitinho. Pra mim podridão é esta conspiração conservadora contra as forças progressistas.
Lamento também a ausência do Livro da Tribo neste ano. Espero que nós leitores continuemos a contribuir não só com beleza, mas com a crítica e a lucidez necessárias em tempos tão turbulentos.

Jane

6.12.05

Chega Disso

Não falo mais de corrupção e de governo. Meu negócio é beleza. Cansei de me desgastar com as pessoas queridas, que insistem em não ver a podridão.
Então, deixemos a podridão de lado. O Faxineiro deve ter avisado que a Tribo está fora do ar este ano, certo? Não gostei. O Brasil já está feio o suficiente, imagine então sem poesia.
Portanto convido os amigos amantes das belas letras a produzirem e enviarem seu material pro pessoal da Editora. Caprichem, enviem logo.
Estamos precisando desesperadamente de luz e de alegria.
Martha



chega de feiura

22.11.05

Sumimos (mas não subimos no telhado...)

Como diligente faxineiro, tenho que me desculpar pela bagunça. Deixei cair a peteca do meu serviço aqui. Peguei uma empreita brava e fiquei zoado nestes últimos meses.
Sabe como é, faxineiro é pau pra toda obra. De formas que tive que atender um cliente VIP, a Tribo, que tava precisando de uma geral urgente urgentíssima (saiba mais aqui).
Não tá pronta, mas tá encaminhada.
Pra ser justo, é preciso dizer que os acontecimentos do País tb não ajudaram: isto de valerioduto e crise política abriu uma guerra entre nossos colaboradores. Gente fina, opiniões firmes.
Mas acho que concordamos numa coisa: é preciso manter o vento ventando, os rios correndo na direção correta, o giro da terra em seu eixo. E os posts neste blog.

Donde, estamos de volta.
Beijabrações,

30.1.05

Tudo É Música (Que É Tudo)

Fui ao Pantanal e na volta encontro esse delicioso debate sobre sedução, detonado pela música “Por que que eu não pensei nisso antes”, do Itamar Assumpção. Pedro elogia a sedução; Jane desconfia dela; Pati fala do masculino e do feminino.
Pois estava tudo lá, na música que inspirou Pedro ao primeiro post. Como ele ressaltou, sedução é convencer sem brutalidade, usando criatividade e sensualidade. Conquistar o coração do outro:

Pensei em seduzir você, com algo bem provocante
gingando num bambolê, me equilibrando em barbante (...)

bater no peito e dizer, num brado bem retumbante:
“Só penso em você!” – Por que que eu não pensei nisso antes?

Mas tem a sedução da matéria. Tem aquilo que a Jane critica:

Pensei em seduzir você fazendo ar de importante
Te oferecendo um apê, um drink, um refrigerante (...)

dançando numa tevê, coberto por diamantes
num carrão zero – porque que eu não pensei nisso antes...
E, por fim, a coisa do masculino buscando o feminino, da Pati:

Pensei em seduzir você domesticando elefantes
cuidando bem de bebês, doando-me pra transplantes

Além de fazer crochê, pensei dar vôo rasante
ir ao cinema, escrever, reinar neste caos reinante
por cargas d’água, porque que eu não pensei nisso antes?

É por isso que a música é maior. Porque não fraciona, reúne. O desejo de sedução da música mistura tudo, como acontece em nós, nesta bagunça da nossa emoção. Com muito humor, ainda por cima:

Pensei em seduzir você mostrando-me confiante
plantando um pé de ipê, ecólogo ambulante
limpando o rio Tietê, e os outros rios restantes
ser carioca – e baiano! – porque que eu não pensei nisso antes?

Pronto. Um tratado sobre o pior e melhor da sedução. Poético e, ainda por cima, dançável.
(disco “Pretobrás”, de Itamar Assumpção)

25.1.05

Sedução e Consumo

Pedro tem este jeitinho acadêmico de dizer as coisas como se não houvesse uma ideologia por trás. Maneirinha professoral, coisinha que parece estar falando o óbvio.
Mas não me digue que sedução não é diferente de força, pelo menos não hoje. Vejo a criançada seduzida por música estrangeira, vejo adolescentes seduzidos por tênis importados, vejo homens feitos seduzidos por carros reluzentes. Vejo a sedução da mídia, dos políticos que imitam nossos pais, vejo uma pá de mentiras bem arrumadinhas e reluzentes, que de tão bonitas ficam mais apetitosas que a verdade.
É só ligar a TV na Globo e se conclui que sedução é poder, no estilo mais tradicional possível – só que apresentada com um jeito de arte, com música, com psicologia manipulativa. A sedução do corpo perfeito, da mulata rebolante, do luxo.
Afe, eu tô preferindo o porrete que pelo menos é mais claro.

15.1.05

Martha e a Realidade Partidária

Martha, minha querida: sou só uma pessoa incrédula com a história que se escreve – ela é sempre a de quem ganhou a guerra.
Hoje lembrando uma de minhas viagens pelo Amazonas, quando cheguei aos países andinos e vi uma profunda aversão a tudo que é espanhol, me perguntava se eles seriam mais felizes se tivessem sido colonizados pelos saxões. Quando vejo um Canadá, Estados Unidos ou Austrália nessa prosperidade que hoje tomamos por modelo, imagino que se os colonizadores latinos tivessem seguido seu método de eliminação total dos aborígenes não teriam se elevado a potências mundiais, usando seus poucos nativos que sobram para o que em sua opinião servem: música, esporte e guerra.
Deve ser bom olhar das janelas de imensos bancos, com orgulho, estas minorias negras e hispânicas hastear a bandeira do colonizador festejando os êxitos militares, esportivos ou musicais que eles colonizadores atribuem a si próprios. Bandeiras de pátrias que se apresentam brancas e de olhos azuis, bandeiras impostas como símbolo destas pátrias.
Lembro-me de Lima, cidade construída séculos antes da chegada do colonizador, com a preocupação de sempre haver sombra em suas ruas para a caminhada. Não há o menor crédito para os que em épocas em que não havia ar condicionado projetaram e construíram esta maravilha, apenas ruas ruinosas e descuidadas.
Digo tudo isso porque a realidade não tem lado escuro nem claro, é uma só, o que não impede cada um de escolher o que quer ver. A beleza nos mantém vivos. Mas eu, por meu lado, quero contar o que vi e senti, quero ouvir outras opiniões – como a sua – e confesso que adoro uma polêmica. Prefiro-a à toda unanimidade burra.

Gastón e o Lado Escuro




Estive lendo o post de 2-01-2005 do nosso ilustre senhor químico. Espanholíssimo, revoltado como sempre, querendo distribuir culpa não só pelas mazelas de nossa terra linda mas também por aquelas de alhures. Ah, Gastón, como te complace o lado negro!
Eu, por mim, continuo olhando para o belo: pessoas, textos, natureza. Espero pros nossos leitores e pra você, Gastón, muita beleza neste 2005!

14.1.05

Começando Tudo

Pronto, já é 2005, começou tudo novo. Concordo com o que foi dito pelos amigos no fim do ano: que comece, e que seja novo.
Eu, por mim, neste corpinho que mamãe me deu, estou me sentindo começando. Não é o começo "com gosto de pão fresco" do Drummond. É um começo de parto, mesmo: tenho pedaços de placenta grudados, sinto a dor muscular da luta pra chegar ao zero, meus pulmões ainda ardem do último grito. Sou Zen, mas também sofro.
Depois da ralada, de bater com a cara no muro (ah, o amor...), estou assim, recém-nascido. Não perdi minha história, mas estou com olhos novos. Pronto para engatinhar, andar, tropeçar, cair, andar. E, quando for preciso, nascer de novo.

2.1.05

Corações e Mentes - Ausentes



Como todos, senti o soco no estômago ao ver as imagens e imaginar as proporções do que aconteceu na Ásia.
Um desastre natural destas proporções deixa a gente cheio de dúvidas. As minhas são sobre nós, os espectadores da catástrofe.
Claro, somos solidários. Quem tem fé reza, quem é da ação doa, na Paulista fizeram um minuto de silêncio. Afinal, foram provavelmente 300 mil mortos, e a situação dos sobreviventes é desesperadora.
Mas em Ruanda foram mais de 800 mil mortos. Assassinados brutalmente, com facões. Estupro, massacre. Porque eu não senti este nó no estômago? Você, que lê estas linhas, consegue comparar o que sentiu então com o que ocorre agora? Fazem apenas 10 anos... Tá, você é novinho e nem sabia ler em 1.994. E Darfur, há apenas alguns meses? Dezenas de milhares de pessoas - crianças, velhos, famílias inteiras - massacrados por sua etnia e religião? E não era a mãe natureza, não , eram homens armados. Era previsivel, durou meses, era evitável.
Minha conclusão é simples: nós sentimos o que vemos. Deixe-me ser mais claro:
nós sentimos o que vemos. E o que nos é dado ver é selecionado, escolhido a dedo, filtrado. Algum leitor não viu o drama das Torres de N. Y.? E quantos souberam dos genocídios na África?
O ano está começando, e não quero fazer o papel ranzinza de sempre. Não vou ficar aqui reclamando do sistema, do controle do governo e da comunicação de massa. Vou falar para você, que me lê, sobre este 2005 que está começando.
Olhe à sua volta. Bem pertinho, ali na esquina, onde aqueles moleques estão vendendo chicletes, onde o travesti é hostilizado pelos pais de família, onde o maconheiro apanha e é roubado pelo policial truculento. Veja estas pessoas.
Quem sabe, em 2.005, elas passem a existir para mim, para você
e para o mundo.

30.12.04

Por Um Ano Novo de Verdade

Já que o Jorge puxou estes desejos de Ano Novo, mando os meus:

que o ano seja novo de verdade

novos erros
e prazeres

menos tédio e medo
mais coragem e esperança

menos trampo e mais campo
mais coração, mais emoção

(e o suficiente dinheiro na mão)

seja novo de verdade.
Novo. E de verdade.

Feliz 2005 pra todo mundo!

29.12.04

Um Rio Iluminado

Sei que o Rio tem famas, sei que os freqüentadores deste blog - em particular os paulistas - devem ter a imagem de uma cidade violenta e caótica.
E é verdade.
Mas em noites como esta que se aproxima, os cariocas se enchem de ternura pela sua maravilhosa cidade. As luzes sobre o mar e a lagoa, a brisa marítima que diminui o calor sufocante, o congraçamento branco que se produz nas ruas, tudo isto enche nossos olhos e reanima nossos corações.
Somos novamente, por algumas horas, o Rio do Hotel Glória e do Copa, sem deixarmos de ser Plataforma e os baixos. Somos, como no carnaval, uma cidade feliz.
E o Rio mostra, tranqüilo e soberano, todo o seu fascínio.
Neste encontro de montanha e mar, um espetáculo de beleza que vai muito além dos fogos.
Um espetáculo humano de alegria, de esperança, de fé.
Na mais bela moldura do mundo.

19.12.04

Um Natal Pagão e Cheio de Amor

Foi na década de 80. Estávamos intimidados por uma nova lei que ameaçava proibir os beijos públicos, os travestis eram assassinados nas ruas de Sampa, um deputado do PT havia sido preso por estar beijando outro homem dentro de seu carro. Era preciso fazer algo.
Foi a "passeata do pacote sexual" (outro nome para o pacote judiciario que acabava de ser baixado). Estávamos ali os anarquistas, a ala mais progressista do PT, os travestis, os curiosos. Atravessamos o centro até sermos barrados pelas viaturas, que no entanto não nos atacaram. A passeata terminou de forma pacífica, aplaudida pelos populares.
À noite, a festa. No antigo Teatro Mambembe, na r. do paraíso. Um natal pagão, com rock, reggae, salsa... e um beijo do porteiro na entrada. Os convites tinham uns anjinhos com cara de junkie e óculos escuros. Dançamos, cantamos, celebramos.
Naquele momento, aquela tribo de tribos parecia que iria durar para sempre.
Era Natal, era pagão, era cheio de alegria. De sensualidade. De generosidade, de luta.
E de amor.

11.12.04

Val na Área

Fomos visitados neste humilde blog pela Valéria Tarelho, que tem 10 poemas publicados no Livro da Tribo deste ano.
Consciencioso de minhas obrigações como faxineiro deste site, e cumprindo a grata função de ilustrá-lo (ou seja, adicionar visual a ele), boto aqui um destes poemas que é música nos ouvidos e tela na mente:

meu sonho alado
voa alto
desgovernado
quando caio na real
é pena
p r a t o d o l a d o
Valéria Tarelho

24.11.04

72 kgs de Puro Carinho

Querida Martha, queridos Jorge e Pedro: sinto-me muito à vontade pra palpitar neste assunto porque não me incluo entre "os de esquerda" que a Martha acusa de pesados. Não consigo ver na atitude de Martha uma alienação: vejo a multiplicidade de pessoas que somos, e sua riqueza.
Pretendo continuar disponibilizando meus setenta e dois kilos de atenção e carinho por esta roda tão diversa, e continuarei a dar as boas vindas para os que protestam e para os que protestam contra aqueles que protestam.